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Dando continuidade à série: Sítios e fazendas, seus sapos cobras e lagartos hoje vamos falar um pouco sobre uma das espécies mais comuns de pererecas. Dendropsophus minutus (Peters, 1872) é conhecida popularmente como perereca de ampulheta. Ganhou esse nome devido a um desenho no dorso que lembra uma ampulheta. Essa espécie é do tamanho de um moeda de 50 centavos e costuma viver em brejos rasos, com vegetação marginal. Canta empoleirada quase sempre próximo a água.

Dendropsophus-minutus1Nos sapos, rãs e pererecas somente os machos vocalizam e seu canto serve para atrair as fêmeas. Com o brejo cheio de pererecas (machos) a cantar, como a fêmea faz para escolher um par?

Dendropsophus minutus (DuSantos)Fotografia: Eduardo Santos

Para escolher, a fêmea vai levar em consideração algumas coisas como o ‘volume’, a ‘frequência’ e o ‘local’ em que o macho está cantando.

Depois de formado, o casal libera dezenas de ovos.  Alguns dias depois, os ovos eclodem, dando origem a pequenos girinos. Com o passar dos dias, os girinos desenvolvem as pernas e os braços. Começa então a fase conhecida com imago, ou seja,  uma pererequinha com cauda. A cauda vai sendo absorvida, até que os jovens se tornam miniatura dos adultos. Assim, o ciclo das pererecas de ampulhetas é fechado.

Rodrigo Tinoco

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, o biólogo mineiro dedica-se a aplicação de tecnologias digitais e ao estudo dos répteis e anfíbios brasileiros.

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