Rhinella icterica

Nome científico: Rhinella icterica (Spix, 1824)
Nome popular:
Sapo cururu, Sapo boi
Classe:  Amphibia | Ordem: Anura | Familia: Bufonidae
Nomenclatura antiga: Bufo icterica (Spix, 1824)

  • +Espécies similares / Grupo


Descrição da espécie:

É um sapo grande (macho 98-130 mm, fêmea 110-165 mm). As fêmeas são bege-parda-claras e assim como os filhotes possuem o dorso com  padrão regular de manchas escuras e uma estria médio-dorsal de coloração clara, os machos são unicolores (cinza-amarelados). O ventre é branco, marmoreado de castanho. Possuem cristas cefálicas pronunciadas; glândulas paratóides grandes e pele muito verrugosa. É um sapo muito útil ao homem por auxiliar no controle da população de insetos e lesmas, pragas da agricultura.

Hábitos e Habitats:

Tem hábitos florestais, mas consegue sobreviver em áreas desmatadas e campos. Esta espécie de sapo é muito comum em  áreas antropizadas, devido à abundância de recursos alimentares (insetos atraídos por lâmpadas dos postes e das casas).

Na fase adulta alimentam-se basicamente de alguns insetos, lesmas e até ratos pequenos. Um único sapo adulto pode devorar 10 mil insetos em 3 meses.
Os girinos alimentam-se de matéria em suspensão e na superfície de pedras e plantas submersas.

Apresenta distribuição geográfica em mais de um bioma, ocorrendo em áreas florestadas e também em fisionomias abertas. Ocorre desde o sul e sudeste do Brasil até o norte da Argentina e leste do Paraguai.

Reprodução:

Na estação reprodutiva é encontrado em riachos e em coleções de água parada, como lagoas e poças. Os machos vocalizam próximos e dentro d’água, principalmente à noite, mas também durante o dia. O canto é composto por uma seqüência de notas curtas, iguais e repetidas  o que em Tupi é chamado.

Ocorre, de agosto a janeiro, o principal período de desova. Grandes cordões gelatinosos, com milhares de ovos escuros, são depositados em partes rasas da água durante o amplexo. Milhares de indivíduos recém-metamorfoseados, medindo 9-10 mm, em novembro e dezembro, deixam os sítios reprodutivos ao mesmo tempo, e têm atividade diurna.
Os girinos são pequenos, pretos, livre-natantes, e permanecem em congregações.

Vocalização:

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Informações sobre os girinos:

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Mapa de Registro:

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Galeria de Imagens / Variação da espécie:

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  • +Referências Bibliográficas

    CONDEZ, T.H, SAWAYA, R.J. & DIXO, M. 2009. Herpetofauna of the Atlantic Forest remnants of Tapiraí and Piedade region, São Paulo state, southeastern Brazil. Biota Neotrop. 9(1): http://www.biotaneotropica.org.br/v9n1/en/abstract?inventory+bn01809012009

    (Kwet & Di-Bernardo, 1999; Carvalho-e-Silva & Izecksohn, 2001).Kururu (Kwet & Di-Bernardo, 1999)

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