Leptodactylus latrans

Nome Científico: Leptodactylus latrans (Steffen, 1815)
Nome popular:
popular
Classe:  Amphibia | Ordem: Anura | Família: Leptodactylidae
Nomenclatura antiga: Leptodactylus ocellatus

  • +Espécies similares / Grupo

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Descrição da espécie:

Rã de grande porte, especialmente os machos, que pode apresentar os braços muito espessos e podem medir entre 90-120 mm enquanto as fêmeas medem entre 80-110 mm. O dorso é escuro, cinzento, oliváceo ou castanho avermelhado com pregas longitudinais proeminentes e grandes manchas escuras e contornadas de branco chamadas ocelos. O ventre é esbranquiçado, fracamente matizado com cinza. A garganta é manchada de escuro. Os machos possuem espinhos negros no primeiro dedo dos membros anteriores e braços robustos, sendo apreciados por diversas pessoas como alimento. As fêmeas possuem uma calosidade ao invés de espinhos. Trata-se de uma espécie que resiste a alterações ambientais produzidas pelo homem e cujos girinos parecem suportar um grau de poluição de água não aceitável por outras espécies de anuros. Isso faz com que essa espécie ainda seja muito encontrada  em vários lugares habitados, apesar de ser muito caçada para servir de alimento humano.

Possui no mínimo seis pregas dorso-laterais. Apresentam dimorfismo sexual. Os machos são maiores e possuem dois espinhos (negros ou brancos) de origem epidérmica no local do pré-pólex. As fêmeas possuem uma calosidade ao invés de espinhos. Os machos possuem braços robustos, sendo apreciados por diversas pessoas como alimento. São rãs de porte grande a muito grande (entre 90 e 110 mm de CRC) que predam outras espécies de anfíbios.

Hábitos e Habitats:

Habita áreas abertas e é usualmente encontrada em açudes, pequenas lagoas ou áreas inundadas. Durante o dia e à noite, indivíduos geralmente descansam nas margens das poças e saltam para a água quando perturbados . As larvas dessa espécie são onívoras, e alimentam-se de microorganismos, animais mortos e material depositado sobre as pedras, plantas e troncos submersos.  Os adultos predam outras espécies de anfíbios.

Reprodução:

A estação de acasalamento é de setembro a fevereiro. Os machos vocalizam escondidos na vegetação aquática, e emitem notas curtas monótonas e de baixa freqüência.  Sua desova é depositada em ninhos de espuma, na superfície da água. As fêmeas apresentam cuidado parental tanto com os ovos como com os girinos. Elas também costumam abrir canais, interligando poças, evitando assim que os girinos fiquem presos e morram por dessecação. As larvas são livre-natantes.

Vocalização:

 Disponível | Enviada por: Fábio Maffei

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Informações sobre os girinos:

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Mapa de Registro:

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Galeria de Imagens / Variação da espécie:

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  • +Referências Bibliográficas

    RIBEIRO, Ricardo da Silva; EGITO, Gabriel Toselli Barbosa Tabosa do; HADDAD, Célio Fernando Baptista. Chave de identificação: anfíbios anuros da vertente de Jundiaí da Serra do Japi, Estado de São Paulo. Biota Neotrop.,  Campinas,  v. 5,  n. 2,   2005 .
    Disponível em: http://goo.gl/ZHvNP

    João Filipe Riva Tonini, Israel Souza Mendonça, Alyson Borges Coutinho and João Luiz Gasparini. Anurans from Costa Bela, state of Espírito Santo, southeastern Brazil: inventory at an urban area and the re-discovery of Allobates in the state.
    Disponível em: http://goo.gl/o834c 

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