Hypsiboas faber

Nome científico: Hypsiboas faber (Wied-Neuwied, 1821)
Nome popular: 
Perereca ferreiro
Classe:  Amphibia | Ordem: Anura | Familia: Hylidae
Nomenclatura antiga: Hyla faber (Wied-Neuwied, 1821)

  • +Espécies similares / Grupo


Descrição da espécie:

É uma perereca muito grande, com o dorso alaranjado, bege ou castanho-escuro . A maioria dos indivíduos possui uma linha escura que se estende do extremo do focinho à região mediana do dorso. O ventre é branco, a garganta é negra no macho e branca na fêmea. O macho possui um pequeno espinho  próximo a base do polegar. As pererecas jovens têm cerca de 35 mm de comprimento. Os machos adultos possuem cerca de 85-95 mm e as fêmeas adultas 90-100 mm. Os machos velhos freqüentemente apresentam cicatrizes provenientes de brigas territoriais.

Hábitos e Habitats:

No período da desova essa espécie é geralmente encontrada em corpos dágua grandes e permanentes, em ambientes abertos ou florestais. Fora desse período reprodutivo é encontrada em florestas sobre as árvores. Os girinos vivem sobre o fundo de lagos. Os girinos alimentam-se de matéria em suspensão, detritos e organismos animais e vegetais em decomposição. Os adultos alimentam-se de alguns insetos.

Apresenta distribuição ampla na Mata Atlântica, ocorrendo nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de localidades no Paraguai e Argentina.

Reprodução:

O período da desova é de dezembro a fevereiro, quando é encontrada em corpos dágua grandes e permanentes, em ambientes abertos ou florestais. O macho constrói um ninho semelhante a uma pequena cratera (20cm de diâmetro) na margem de lagoas, poças ou açudes, nas clareiras ou bordas da mata  onde emitem sons, semelhantes a batidas de um martelo em uma lata, para atrair a fêmea. Os machos, quando em grandes densidades populacionais, apresentam cuidado parental, permanecendo junto à desova impedindo que outros machos a destruam. Eles ainda podem lutar até a morte por disputas de territoriais. São depositados como um filme na superfície do ninho uma quantidade de 3000-4000 ovos pequenos. Os ovos são brancos na parte inferior, que fica submersa, e pretos na parte superior, que fica exposta ao sol, para que o embrião fique protegido contra os raios solares. A película de gel que mantém os ovos na superfície da água não pode ser rompida, senão os ovos afundam e não vingam, pois ficam sem o oxigênio do ar. Durante um certo período, os girinos desenvolvem-se dentro dessa poça até que uma inundação os liberem para a lagoa principal. Os girinos do sapo-martelo têm uma adaptação especial para sobreviver com nível bastante baixo de oxigênio na água, situação que normalmente ocorre na água retida nessas pequenas poças. Se a poça secar, os girinos resistem por mais de 24 horas. Eles são relativamente grandes e têm cauda preta que contrasta com o corpo pardacento. No verão subseqüente ao nascimento, os girinos tornam-se maiores e mais escuros, e então metamorfoseiam. O tempo total de desenvolvimento dos girinos é cerca de um ano.

Vocalização:

Canto de anúncio

Disponível | Enviada por: Rodrigo Tinoco

O repertório acústico desta espécie é excepcional. Até hoje já foram descritos seis distintos cantos.
São eles: (I) “canto de anúncio”; (II) “canto de pulo”; (III) “canto de briga”; (IV) “grito de agonia”; (V) “canto de encontro”; (VI) “canto de início”.

Informações sobre os girinos:

Os girinos podem adotar hábitos canibalísticos e sofrem metamorfose no verão seguinte ao nascimento, após um longo período vivendo sobre o fundo de lagoas e represas.

Mapa de Registro:

Em breve

Galeria de Imagens / Variação da espécie:

Em breve

  • +Referências Bibliográficas

    RIBEIRO, Ricardo da Silva; EGITO, Gabriel Toselli Barbosa Tabosa do; HADDAD, Célio Fernando Baptista. Chave de identificação: anfíbios anuros da vertente de Jundiaí da Serra do Japi, Estado de São Paulo. Biota Neotrop.,  Campinas,  v. 5,  n. 2,   2005 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-06032005000300017&lng=en&nrm=iso>. access on  29  Jan.  2012.  http://dx.doi.org/10.1590/S1676-06032005000300017.

    (Kwet e Di-Bernardo, 1999).
    (Izecksohn & Carvalho-e-Silva, 2001; Kwet & Di-Bernardo, 1999).http://www4.icmbio.gov.br/ran/index.php?id_menu=124&id_arq=33

    CONDEZ, T.H, SAWAYA, R.J. & DIXO, M. 2009. Herpetofauna of the Atlantic Forest remnants of Tapiraí and Piedade region, São Paulo state, southeastern Brazil. Biota Neotrop. 9(1): http://www.biotaneotropica.org.br/v9n1/en/abstract?inventory+bn01809012009

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